Bioarquitetura, o que é?

Bioarquitetura, o que é?
15 dez. 2022

Bioarquitetura é um conceito se tornou muito mais falado graças à necessidade de tornar processos construtivos mais eficientes, gerando benefícios para os habitantes e para o seu entorno

Recentemente, em 2022, o mundo atingiu 8 bilhões de pessoas. O aumento de habitantes, por si só, já é uma preocupação, mas há outra movimentação que gera preocupação: de acordo com a Organização das Nações Unidas, em 2050, cerca de 70% das pessoas devem viver nas grandes cidades – o índice atual é de 55% –, exigindo soluções de moradia e de sustentabilidade.

Diante desse contexto, a bioarquitetura ganha grande importância para as empresas que operam na construção civil. Um dos motivos para a sua implantação é a redução da emissão de resíduos, já que o setor de construção civil é considerado um dos mais agressivos para o meio ambiente.

Conforme o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep, na sigla em inglês), o segmento responde por 38% de todas as emissões de CO2 relacionadas à energia. Nesse contexto, a escolha por viver em locais preocupados com a bioarquitetura e com o impacto ambiental das obras é uma opção sustentável e inteligente.

As preocupações de um projeto devem girar em todos os sentidos, do reaproveitamento das condições naturais (como luz e ventos), passando pela escolha de fornecedores responsáveis e locais, entre outros pontos, como mostramos neste artigo. É possível mesclar a funcionalidade com a beleza, caso do Serra Juvevê.

O que é bioarquitetura?

A bioarquitetura visa agregar vários atributos de forma simultânea em um projeto: conforto, beleza, funcionalidade e tecnologia de forma integrada, respeitosa e harmônica ao meio ambiente. O propósito é chegar a um projeto de perfil mais “vivo”, respeitando os recursos naturais locais, seguindo o prefixo “bio” de seu nome.

A expectativa é que o desenho de uma iniciativa que respeite a bioarquitetura vai gerar inúmeros benefícios não só para os habitantes do local, mas ao seu entorno. Um dos conceitos é o melhor aproveitamento da iluminação solar, o que se reflete em mais qualidade de vida para os habitantes, seja em relação aos aspectos de saúde ou mesmo ao conforto no dia a dia.

Um outro aspecto pertinente da bioarquitetura está diretamente relacionado à energia. A presença do sol e o uso dos ventos (em um sistema de ventilação cruzada) diminui a necessidade de acionar a iluminação artificial ou ar-condicionado. Isso impacta diretamente no consumo de energia, beneficiando a todos os envolvidos.

Ao contrário do que se imagina, um projeto que respeite os pilares da bioarquitetura não necessariamente será mais caro para a construtora ou para o futuro morador. Trata-se de um conceito e preocupação incluída desde o início do projeto, que resulta em vantagens para todos.

Quais os pilares da bioarquitetura?

Há alguns princípios que movem projetos de bioarquitetura. Com o passar do tempo, a evolução e a redução de custo das tecnologias e a preocupação e capacidade dos profissionais estão tornando estes projetos mais viáveis e recorrentes. Veja alguns exemplos: 

– Fornecedores e materiais locais – Adota-se o conceito de arquitetura vernacular, que opta por material, mão de obra e referências locais. A valorização da economia local reduz também os impactos logísticos da construção. Em muitos casos, opta-se por produtos com origem certificada.

– Escolha de materiais com ciclo de vida definido – Esses insumos podem ser renovados ou reutilizados, evitando a geração de resíduos.

– Eficiência de recursos – Como mencionamos acima, a inteligência dos projetos garante um uso mais equilibrado de energia, assim como da água (tanto para os moradores quanto durante a execução do projeto). Nesse sentido, ele precisa se adaptar às condições de clima da região, considerando frio, calor, incidência de vento e etc.

– Projetos modulares – Seus processos construtivos e utilização são desenhados de maneira a racionalizá-los, evitando desperdícios e sobras.

– Preservação dos recursos dos terrenos – Esses projetos procuram movimentar o mínimo possível de terra e aproveitar os elementos já existentes nos terrenos, como árvores e outras plantas. Inclusive, elas podem ser usadas em telhados verdes ou nos jardins verticais.

Em edifícios de perfil comercial, é possível obter certificações que comprovem a eficiência do projeto, como a LEED, que está sendo buscada por empresas interessadas em investir em ESG. De acordo com o Green Building Council, os empreendimentos certificados reduzem em média 25% o consumo de energia e de 40 a 60% o de água.

Há também a preocupação com a redução de resíduos. Estudo da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostrou que, em 2021, foram coletadas mais de 48 milhões de toneladas de resíduos, o equivalente a 227 kg por habitante. Ou seja, há muito potencial para evoluir neste princípio.

Por isso, a tecnologia se torna uma excelente aliada para a gestão dos projetos: há diferentes sistemas capazes de gerenciar tudo, o que garante mais eficiência, menos desperdício e mais qualidade.

Nesse sentido, optar por uma empresa tradicional, mas que esteja alinhada a esses quesitos da bioarquitetura é muito importante. A Víncere Incorporadora conta com mais de 40 anos de atuação no mercado curitibano. Nesse período, elaborou mais de 20 empreendimentos com projetos inteligentes e alinhados às tendências do momento.

Faça um tour virtual pelas plantas do Serra Juvevê conheça os diferenciais do projeto!

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