Quais as expectativas para o mercado imobiliário em 2023?

Quais as expectativas para o mercado imobiliário em 2023?
03 abr. 2023

Apesar da alta taxa de juros, que impacta em muitos negócios, as perspectivas são positivas, com oportunidades tanto para quem quer viver quanto para aqueles que investem no segmento

De janeiro a novembro de 2022, a comercialização de novos imóveis cresceu 12,2% no Brasil em comparação ao mesmo período de 2021. O resultado de 2022 já superava o integral de 2021 em 1,9%: foram 146.412 imóveis comercializados frente a 143.576 em todo o ano de 2021. Os dados são da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

Quando se observa o mercado curitibano, os números também foram positivos. O volume geral de vendas (VGV) somou R$ 3,2 bilhões em imóveis novos comercializados, conforme a Confraria Imobiliária de Curitiba. Mas qual é a perspectiva para o mercado imobiliário em 2023?

É impossível falar na negociação de imóveis sem discutir as taxas de juros, que andam de mãos dadas com o financiamento de imóveis, impactando diretamente a sua performance. Em 2020, a taxa básica de juros, a Selic, estava em 2% e iniciou o ano de 2023 em 13,75%. Um dos cenários favoráveis é a promessa de busca da redução dos juros por parte do governo federal.

Há um ditado popular muito comum de ser usado na economia: “os preços (e indexadores neste caso) sobem de elevador e descem de escada”. Esta lógica deve ser aplicada à Selic: perspectivas apontam para um índice de 12% ainda em 2023 e que deve atingir a casa de 9% em 2024.

Ocorre que observar este dado de forma isolada não necessariamente representa a realidade, e o próprio ano de 2022 deixa isso claro. Houve crescimento em vendas mesmo com o nível elevado da Selic. Uma projeção do Sinduscon-SP projeta que o chamado PIB da Construção deve saltar 2,4% em 2023, o que não indica um grande crescimento, mas também não representa estagnação.

Outro ponto importante é o fato de muitas pessoas observarem com atenção o mercado imobiliário em 2023 por oportunidades de investimento. Com a provável redução de juros da Selic, muitos investidores procuram diversificar seus ativos e este tipo de aporte é muito bem-visto pela segurança. Confira alguns benefícios do investimento em imóveis neste artigo.

Estoques disponíveis puxam o mercado

Um dos fatores primordiais em 2023 é que ainda há um estoque de imóveis disponíveis para venda como consequência da pandemia, quando as negociações estagnaram. Nesse contexto, muitas incorporadoras ainda estão trabalhando na redução de seus estoques disponíveis. Boa parte destes imóveis apresenta valores mais atrativos do que os que estão sendo lançados no pós-pandemia.

Portanto, apesar dos juros mais altos, existe a possibilidade de encontrar bons imóveis em etapa final ou já prontos para morar com um preço mais atrativo do que os novos lançamentos. A razão para isso está no aumento de custo dos insumos e do processo construtivo como um todo, uma consequência global da pandemia que ainda não foi totalmente revertida.

Essa disponibilidade de estoque é mais comum no mercado de médio e alto padrão, que foi um dos grandes responsáveis por puxar o crescimento do setor em 2022. Na prática, porém, para os interessados em adquirir um imóvel, é preciso ficar atento, visto que há uma redução natural destes negócios em razão da redução de lançamentos – e queda dos estoques.

Como muitas incorporadoras optaram por atrasar ou reduzir os seus lançamentos no período pandêmico, a nova oferta tende a ser menor até que haja um equilíbrio novamente do setor.

Um mercado promissor

Uma pesquisa realizada pelo Quinto Andar demonstrou que quase 4 a cada 10 brasileiros (39%) afirmam ter a intenção de comprar um imóvel neste ano. Este movimento é positivo quando se analisa as perspectivas do mercado imobiliário em 2023.

Desse total, 52% pretendem investir em um imóvel novo e 12% pretendem comprar direto da planta. Há alguns benefícios de optar por esse modelo de oportunidade, conforme demonstramos neste artigo. Em certas situações, é possível até obter um imóvel já decorado.

“Há quem prefira imóveis na planta ou em construção pela potencial valorização, já que há riscos embutidos que tornam este tipo de imóvel um pouco mais barato do que um já pronto”, diz a pesquisa. Para chegar a este resultado, o estudo ouviu 1,5 mil entrevistados em todas as regiões do país.

Outro dado que chama a atenção é a opinião dos próprios empresários envolvidos neste segmento. Mais de 6 a cada 10 (62%) afirmam que o ano de 2023 será “um pouco” ou “muito melhor do que o de 2022”, conforme a Brain Inteligência Estratégica. O estudo considerou a opinião de 356 empresários do setor relacionados à Abrainc.

Portanto, parece haver um encontro entre as perspectivas do mercado imobiliário em 2023 tanto pela demanda de consumidores quanto pela avaliação dos players do setor. Acompanhe outras tendências do mercado imobiliário em nosso blog.

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