Impacto ambiental: como reduzimos em nossas construções?

Impacto ambiental: como reduzimos em nossas construções?
01 out. 2022

Conseguir diminuir as consequências dos processos construtivos é um desafio das empresas e existem várias boas práticas adotadas neste sentido para diminuir o impacto ambiental de nossas construções

Nos últimos 6 anos, o investimento em eficiência das construções saltou 40%, segundo um relatório desenvolvido pelo Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês). No entanto, o setor ainda é responsável por 36% do consumo de energia e 37% das emissões de CO2, indicando que ainda há muito a ser feito neste processo.

Os investimentos em eficiência de edifícios e de seus processos construtivos atingiram US$ 180 bilhões em 2020. Em 2015, este aporte estava na ordem de US$ 129 bilhões. No entanto, o relatório indica que há muitas melhorias a serem feitas, especialmente em países fora da Europa, que necessitam de atualizações nas regulações, visando reduzir o impacto ambiental das construções.

Há, inclusive, uma meta de zerar as emissões de carbono do setor em 2050. Com isso em mente, as estimativas da Agência Internacional de Energia são de que as reduções serão de 50% em emissões indiretas e 60% das diretas até 2030. Caso contrário, esta mudança tende a ser ainda mais difícil.

Essa tarefa se torna mais complexa, especialmente com o aumento de 82% na população que vai ocupar esses espaços em 2030 em países sem códigos específicos sobre energia ou legislações para reduzir o impacto ambiental na construção civil. “O aumento das emissões no setor da construção civil enfatiza a necessidade urgente de uma estratégia tripla para reduzir agressivamente a demanda de energia no ambiente construído, descarbonizar o setor energético e implementar estratégias de materiais que reduzam as emissões de carbono do ciclo de vida”, disse Inger Andersen, Diretora Executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), ao site da Unep

Carbono incorporado

Nesse contexto, há alguns cuidados a serem tomados e que já são seguidos na Víncere Incorporadora. Vale lembrar que é preciso avaliar não apenas o processo construtivo em si e as suas emissões de gases, mas considerar também o transporte, os meios de fabricação, sua vida útil e descarte, o que ficou definido como carbono incorporado.

Diante dessa realidade, a Víncere Incorporadora toma alguns cuidados em seus projetos, como:

Escolha de materiais – Quando se trata da elaboração de um projeto, há diversos aspectos que precisam ser pensados, que vão desde a construção propriamente dita até a forma como as pessoas vão ocupar os espaços (incluindo elementos biofílicos) e sua relação com os planos diretores das cidades.

Certificações – Há elementos como a madeira, por exemplo, que precisam ser adquiridos de empresas ambientalmente responsáveis, com projetos de reflorestamento ou oriundas de um manejo adequado. Esse cuidado é uma garantia de que os materiais não vieram de áreas de desmatamento e que passaram por todos os trâmites legais.

No ramo dos edifícios corporativos, as certificações, como a LEED, são uma boa pedida, pois, além de reduzir o consumo, melhoram a qualidade de vida de seus ocupantes, além de garantir a origem dos materiais.

Economia circular – Atualmente, existem diversas alternativas que podem reduzir o impacto ambiental do carbono incorporado: escolha de itens recicláveis (ou remanufaturados), materiais de carbono negativo, além de elementos naturais, como a madeira e o bambu, entre outros, que possam retornar sem riscos à natureza.

A ideia é pensar em elementos que agreguem não só no processo construtivo, mas no ciclo de vida da construção, reduzindo o seu impacto ambiental.

Fornecedores locais – Uma das questões importantes está diretamente conectada à escolha dos fornecedores. Uma das boas práticas para reduzir o impacto ambiental e o carbono incorporado é diminuir as distâncias na entrega de materiais e itens.

Nesse sentido, a escolha por fornecedores locais é uma prática que incentiva a economia da região, diminui a circulação de itens e simplifica o processo como um todo.

Reuso, reciclagem e logística reversa – O último Panorama divulgado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostrou que os resíduos de construção e demolição coletados em 2020 tiveram um crescimento de 5,5%. No total, foram 47 milhões de toneladas de RCD registradas, o que representa 212,2 kg por habitante/ano.

Construções como o do Serra Juvevê incorporam essas práticas de logística reversa em seu dia a dia. Na relação com os fabricantes, já há o planejamento para a retirada de materiais que passam pelo processo de reuso e, como mencionado anteriormente, o reuso e remanufatura de materiais é uma das preocupações do processo como um todo.

“A mudança dos edifícios e da construção civil para um caminho de baixo carbono retardará a mudança climática e proporcionará fortes benefícios de recuperação econômica, portanto deve ser uma prioridade clara para todos os governos”, disse Inger Andersen. “Os pacotes de recuperação verde podem fornecer a faísca que nos fará avançar rapidamente na direção certa”, acrescentou.

O processo para a redução do impacto ambiental deve partir das empresas, que operam de maneira consciente sobre o tema, mas também dos consumidores, que podem valorizar essas construções.

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