Como os imóveis podem se adaptar à geração Z?

Como os imóveis podem se adaptar à geração Z?
08 maio. 2023

Consumidores desse perfil mostram preocupação com aspectos sustentáveis relacionados ao processos construtivo, eficiência energética e consumo eficiente

Nascidos entre os anos de 1995 e 2010, os membros da chamada geração Z estão de olho na compra do seu primeiro imóvel. Ocorre que este novo perfil de consumidor requer ajustes nos projetos desenvolvidos pelas incorporadoras, considerando em especial questões relacionadas ao meio ambiente, sustentabilidade e combate às mudanças climáticas.

Uma pesquisa realizada pela agência global de comunicação Edelman mostrou que há uma grande desconfiança por parte dos consumidores em relação às empresas. Em outubro de 2022, o estudo indicou que somente 48% das pessoas acreditam que as companhias vão atuar corretamente no combate às mudanças climáticas.

Trata-se de um percentual inferior ao registrado para ONGs (65%), mídia (52%) e o próprio governo (49%). Quando se tira a questão ambiental da discussão – considerando a atuação dentro dos parâmetros legais –, as empresas têm uma confiança superior (65%) a de ONGs (60%), mídia (48%) e governo (40%).

Portanto, as empresas que operam no setor de construção civil precisam olhar com atenção questões que impactam na sustentabilidade de um empreendimento. Mais do que isso: elas precisam comprovar as suas boas práticas neste quesito. Se antes esses aspectos eram vistos como um diferencial, agora eles se tornam uma necessidade para este novo perfil de público.

Mas quais pontos são cruciais?

– Processo construtivo – Uma estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU) projeta que o setor de construção civil é responsável por 36% do consumo de energia e 37% das emissões de CO2. Para se reduzir isso, é preciso tomar diversos cuidados durante a elaboração de um projeto.

Entre eles, é preciso optar por materiais cuja origem possa ser rastreada (de preferência com certificações), incluir a economia circular nas obras (optando por materiais recicláveis, de carbono negativo), selecionar fornecedores locais (diminuindo o impacto logístico) e investindo em reuso, reciclagem e logística reversa.

Tratamos de cada um destes pontos neste artigo do blog.

– Consumo eficiente – Em empreendimentos corporativos, há certificações como a LEED, que garantem aos empreendimentos redução no consumo de energia (25%) e de água (de 40 a 60%). Você pode entender mais sobre a certificação LEED neste artigo da Víncere Locações!

Nos empreendimentos residenciais, a mesma lógica é viável a partir do aproveitamento da iluminação natural, que se reverte em uma menor utilização de lâmpadas em períodos claros. Da mesma forma, os cuidados garantem ambientes mais arejados no calor e a escolha por vidros voltados à manutenção do conforto térmico para os dias mais gelados.

Tudo isso impacta no consumo de energia de um imóvel: quanto maior a eficiência nestes pontos, menor os custos para os moradores e o impacto ao meio ambiente, o que é valorizado pela geração Z.

– Biofilia – Um outro ponto importante do projeto e que auxilia a fisgar a geração Z é a chamada biofilia. Conforme explicamos neste artigo, um empreendimento biofílico é aquele capaz de integrar a natureza ao projeto de forma inteligente e eficiente. 

Neste quesito, há aspectos que se destacam, como a valorização da relação com a natureza – o Serra Juvevê, por exemplo, conta com vista contemplativa para a serra do mar –, além da inclusão de plantas e outros elementos naturais – como madeiras e pedras na decoração.

– Questões energéticas – Os projetos residenciais também estão investindo em novas formas de obtenção de energia, especialmente com a disseminação de novas tecnologias para a geração de energia solar. Não à toa, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que, até o fim de 2024, mais de 1,2 milhão de unidades do país vão produzir energia pelo seu próprio sistema.

Desde 2012, a geração de energia solar teve uma queda de 80% em seu preço, o que foi acompanhado pela redução dos equipamentos necessários a essa finalidade. Com isso, o tempo de retorno se torna mais rápido e há uma inclusão natural nos projetos desenvolvidos pelas incorporadoras. A energia pode ser usada para a manutenção do condomínio, reduzindo seus custos e impactos.

Geração Z: o sonho do primeiro imóvel

Durante muito tempo, imaginou-se que os integrantes da geração Z seriam avessos à compra de imóveis. Na prática, porém, as pesquisas mostram justamente o oposto.

Uma sondagem realizada pelo Quinto Andar em parceria com o Datafolha apontou que os jovens entre 21 e 24 anos têm um interesse maior em adquirir um imóvel do que a média da população brasileira. Mais de 9 a cada 10 pessoas desta faixa etária (91%) frente a 87% de média da população brasileira. A pesquisa ouviu 3.816 pessoas em todas as regiões do país.

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