7 tendências do mercado imobiliário

7 tendências do mercado imobiliário
14 ago. 2023

Modificações vividas pela sociedade brasileira nos últimos anos transformaram a maneira como vivemos e trabalhamos, o que impacta diretamente o mercado; confira sete tendências do mercado imobiliário

Um estudo realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) apresentou algumas tendências esperadas pelo mercado imobiliário para os próximos anos. Esta pesquisa leva em conta uma série de mudanças vividas pela sociedade nos últimos anos.

No aspecto social, o Brasil vive uma redução do tamanho médio das famílias, o que implica no número de pessoas em cada imóvel. Houve queda brusca do número médio de filhos: eram 4,97 em 1970 e em 2020 a taxa caiu para 1,71. Isso significa que o país já se encontra em uma situação de queda populacional, pois a taxa necessária para a manutenção da população seria de 2,1 filhos.

Com isso, os núcleos familiares foram de 3,8 pessoas por residência para 3 pessoas entre 2000 e 2019. Além disso, os brasileiros estão mais velhos, com um aumento na expectativa de vida, que era de 69,8 anos em 2000 e atingiu 77 anos em 2021.

Diante destas mudanças, o estudo indica algumas tendências do mercado imobiliário:

1) Imóveis como investimento – Os imóveis seguem como uma opção segura de investimento. Conforme demonstramos neste artigo, cerca de 6% da população busca aplicar seus recursos em imóveis. Ao contrário de outros investimentos exclusivos do mercado financeiro, além do rendimento, trata-se de uma operação segura, visto que o imóvel é um ativo real e fixo.

2) Compartilhamento – Em um momento de trabalho híbrido e de redução das pessoas nos trabalhos, os modelos de compartilhamento de moradias – também conhecido como locação short stay – estão em crescimento. Nesta modalidade, as pessoas buscam contratos de curto prazo, modificando a tendência de se viver sempre em uma mesma cidade ou localização.

3) Formato do imóvel – A necessidade de trabalhar de casa algumas vezes na semana abriu novas perspectivas sobre o impacto do imóvel na vida das pessoas. Ele precisa ser organizado de maneira a acomodar a nova demanda de seus moradores. Salas dinâmicas e escritórios podem atender os dias de home office, contribuindo para o desenvolvimento profissional e a qualidade de vida.

4) Processo de compra – Quando se trata do processo de compra de um imóvel, a burocracia ainda é grande – assim como diversas taxas que nem sempre são consideradas pelas pessoas. Há também a presença de intermediários neste processo, podendo tornar a tarefa mais complexa e demorada.

Nesse sentido, uma das tendências percebidas pela Abrainc é a da eliminação da intermediação, algo que seria buscado tanto pelos compradores quanto pelas incorporadoras.

5) Tecnologia e conectividade – Em breve, as casas também serão smarts. A possibilidade de conectividade entre dispositivos e o surgimento – e adequação de preço – de assistentes virtuais permite sonhar com uma chamada smart home.

Como demonstramos neste artigo do blog, as residências do futuro devem focar na automação, visando oferecer controle ao seu proprietário de forma rápida e simples. Entre as oportunidades de melhoria, encontram-se a iluminação, a segurança, o controle de temperatura, entre outras diversas possibilidades.

6) Serviços e infraestrutura – Houve uma modificação nos últimos anos em relação ao papel das áreas comuns em um condomínio. Antigamente, a preocupação principal estava apenas na área privativa, que será ocupada pela família na maior parte do tempo.

Entretanto, percebeu-se que a existência de espaços exclusivos para o bem-estar (academia e piscina), trabalho (coworking e escritórios), lazer (piscina, salas de jogos, quadras e espaço pet) aumentam a qualidade de vida das famílias e permitem a interação entre as pessoas.

Em muitos empreendimentos, as áreas comuns se concentram em um local – caso do rooftop do Hall Design –, o que facilita a criação de um senso de comunidade entre os moradores.

7) Sustentabilidade – O impacto que causamos ao meio ambiente ganha cada vez mais espaço na agenda das pessoas. Nesse contexto, a pesquisa demonstra que a geração Z está mais preocupada com as mudanças climáticas.

Neste quesito, o planejamento dos novos empreendimentos precisa necessariamente incluir meios de garantir um consumo mais eficiente de água e energia, métodos de construção mais sustentáveis e mecanismos para permitir a interação com a natureza, mesmo que em meio aos grandes centros urbanos.

Nem todas as tendências acabam se confirmando por razões diversas. No entanto, estes 7 pontos parecem consolidados e já estão sendo integrados em projetos modernos como o do Hall Design.

(Imagem: Solarium Hall Design)

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